Depressão
Psicóloga Silvia Castelli Prass

Você já deve ter ouvido alguns comentários ou queixas, tais como: “Está difícil levantar de manhã; não consigo sair da cama...”; “Não durmo há muitas noites, perco o sono...”; “Não tenho conseguido ir a festas; sinto medo, não sei do quê...”; “Não tenho vontade nem de comer; tomar banho é um grande sacrifício, parece que não tenho força...”; “Sinto muita vontade de chorar, sinto um aperto no peito, uma tristeza que parece que não vai acabar...”; “Tenho medo de morrer...”; “Sinto vontade de morrer...”; “Tudo perdeu o sentido, até meus filhos...”, etc.

Essas expressões, enfim, são comuns em quem está com depressão.

Muitas vezes, para quem ouve, parece uma simples questão de falta de força de vontade, um pequeno estresse, cansaço ou até sentimentalismo excessivo. Há quem diga “que não tem o que fazer deprime”, “é falta do que fazer”.

Em alguns casos essas afirmações podem até ser verdadeiras mas, na maioria dos casos, são afirmações errôneas.

Em muitos desses casos a pessoa não faz nada ou faz pouco porque não consegue, está incapacitada para tal fim.

Existe no cérebro uma substância-chave para o controle do humor e das sensações que trazem o bem-estar, a serotonina. Sabe-se que as crises depressivas coincidem com a diminuição da concentração dessa substância no cérebro.

Desse modo, as queixas citadas anteriormente acabam sendo desencadeadas e, por isso, a força de vontade não é suficiente.

É fundamental a consulta com um psiquiatra clínico para uma avaliação e, se confirmado o diagnóstico, faz-se necessário o uso de medicação apropriada e acompanhamento periódico.

Paralelamente, está indicada avaliação com um psicólogo dando início à chamada psicoterapia para, assim, abordar corretamente o aspecto emocional que envolve essa fase.

Do ponto de vista psicológico observa-se que a depressão ocorre por um grande distanciamento de si mesmo, em função das tribulações cotidianas, familiares, sociais, emocionais, profissionais e de uma grande dificuldade de confrontar e resolver suas dificuldades, encarar seus defeitos e limites, enfim sua “doença” ou sua “sombra”.

O papel da psicoterapia é permitir esse confronto, através do autoconhecimento. Podemos perceber e descortinar o nosso “eu”, nossas capacidades, nossas possibilidades, nossos limites, nossos defeitos; podemos apreender e conquistar uma maior aceitação desses aspectos para, então, podermos ter as condições de iniciar nossa transformação, nosso amadurecimento emocional e de lidarmos com as fases difíceis mais “inteiros” e corajosos o suficiente para olharmos no espelho da nossa alma.

A inconsciência do estado depressivo, na maioria das vezes, traz consigo muitos sintomas físicos como dores de cabeça, náuseas, dores no corpo, dores musculares, taquicardia e mal estar geral fazendo com que a pessoa procure um médico clínico ou cardiologista, nada sendo encontrado do ponto de vista orgânico.

É fundamental, por isso, o tratamento correto para o alívio do desconforto causado e, também, para que a pessoa possa desfrutar da sensação a sensação de estar bem e de voltar a ver a “luz no fim do túnel”.

← voltar

Todos os direitos e imagens reservados - Clínica de fraturas Zona Norte | Design by Midhaus