Fibromialgia – dados epidemiológicos
Dr. Abner Carlos Areno

Quanto a idade: a fibromialgia acomete indivíduos de todas as idades. Freqüentemente os sintomas aparecem entre 20 e 55 anos, mas a doença pode também ser diagnosticada na infância.

Quanto ao sexo: estudos mostraram que a fibromialgia é de 4 a 7 vezes mais comum em mulheres. Não há explicação para essa incidência maior em mulheres, assim como não há diferença significativa entre meninos e meninas.

Quanto a morbidade: o impacto social, emocional, econômico e funcional da fibromialgia na vida do indivíduo é semelhante aos efeitos da artrite reumatóide. Um fato bastante chamativo é que um terço desses pacientes mudaram o tipo de atividade para manterem seus empregos, com diminuição do horário de trabalho diário ou semanal, ou ambos. Muitos pacientes acharam necessária essa mudança para diminuir as exigências e demandas do trabalho e, freqüentemente, com diminuição do aporte financeiro. Nos Estados Unidos estima-se que, aproximadamente, 15% da população com diagnóstico de fibromialgia estão recebendo benefício. Isso representaria para o governo americano cerca de 9 bilhões de dólares.

Quanto a freqüência: levando-se em conta as estimativas e estatísticas americanas (não temos, no Brasil, infelizmente, esses dados), relativamente conservadoras, sugerem que 3% a 6% da população geral, incluídas crianças, preenchem os critérios para fibromialgia e, portanto, duas vezes a incidência da artrite reumatóide, naquele país. Os médicos generalistas podem encontrar uma freqüência de cerca de 8% da população geral; no entanto, na prática diária de fisiatras e reumatologistas essa incidência chega aos 15%. Dessa constatação resulta que cerca de 1 em cada 10 pacientes, avaliados na prática médica, têm fibromialgia.

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