1. Toda dor lombar baixa é indicativa de alguma patologia da coluna vertebral?
Não. A dor lombar mais freqüente tem origem na coluna vertebral, mas existem outras causas não ortopédicas.

2. O que é lombalgia?
Genericamente, dor na região lombar, devida a lesões da coluna lombar ou também afecções que atingem as vísceras situadas naquela região (como, p.ex., o rim).

3. Quais as grandes categorias de dor lombar baixa?
- Inflamatória
- Degenerativa
- Traumática
- Metabólica
- Infecciosa
- Neoplásica
- Congênita
- Psicogênica

4. Em ortopedia, se um paciente tem dor lombar e um exame radiográfico revelar alguma alteração anatômica, pode-se dizer que o mesmo tem lombalgia (clinicamente)?
Mesmo se houver a presença de osteófitos vertebrais ou um espaço entre as vértebras diminuído (alteração provável do disco intervertebral), não se pode deduzir que haja a doença clínica, pois esses achados são comuns em pacientes assintomáticos (são os chamados achados radiológicos).

5. Qual o desafio diagnóstico nos casos de lombalgia?
A grande maioria dos pacientes com quadro de dor lombar melhorará em 1 a 4 semanas (até 2 meses), não havendo necessidade de avaliações além da história inicial, exame físico e eventual radiografia simples. O desafio diagnóstico consiste na identificação daqueles pacientes que requerem avaliação mais completa ou urgente.

6. Quais os sinais e os sintomas que indicariam que o paciente com dor lombar baixa poderia ter uma causa grave para a mesma?
Os sintomas e os sinais a seguir indicam causa mais grave para a dor lombar baixa:
- Dor persistente que não muda de localização, melhora com o repouso ou é aliviada em posição supina com flexão dos quadris => infecção, câncer ou lesões ósseas;
- Febre, calafrios ou perda de peso => infecção, câncer;
- Pacientes se retorcendo na mesa de exame, incapaz de deitar-se pela dor => aneurisma da aorta, litíase renal, rotura visceral;
- Paciente piora andando, com irradiação para as pernas, exacerbando-se com a extensão da coluna espinhal e melhorando sentado, em flexão => estenose do canal espinhal;
- Dor e rigidez (acima de 30 minutos), pior pela manhã => espondiloartropatia (artrose da coluna) – v. espôndilo e artropatia;
- Irradiação bilateral da dor => câncer, hérnia de disco central, espondiloartropatia;
- exame neurológico anormal: déficit sensório/motor, disfunção intestinal e vesical, anestesia em sela, sinal de Babinski, clônus => compressão de raiz nervosa, câncer, hérnia discal central;
- Dor lombar crônica em adultos jovens com limitação progressiva da mobilidade do dorso e da expansão do tórax (espondilite anquilosante);
- Dor durando mais que 2 meses.

7. Qual o diagnóstico diferencial em pacientes atendidos inicialmente com dor lombar?
1º. infecção (urinária, por exemplo);
2º. câncer;
3º. doença lombar;
4º. condições não-reumatológicas (especialmente um aneurisma aórtico);
5º. deficiências neurológicas importantes também requerem identificação. Por exemplo, aquelas causadas por hérnia de disco;
Se não houver evidência de qualquer uma das hipóteses acima, a terapia será, em princípio, conservadora (medicação, educação e, se necessário, repouso no leito por 2 a 3 dias).

8. Com que freqüência um adulto pode ser acometido de dor lombar?
Adultos podem ser acometidos de dor lombar numa freqüência que varia de 10 a 17%, anualmente. Por outro lado, a dor lombar é muito comum, podendo ser experimentada por cerca de 80% da população em qualquer época.

Todos os direitos e imagens reservados - Clínica de fraturas Zona Norte | Design by Midhaus