1. O que é a osteoporose?
É uma doença que se caracteriza pela diminuição da massa óssea. Em sentido amplo, é uma condição que se caracteriza pela diminuição do tecido ósseo, adelgaçamento das trabéculas dos ossos e redução da opacidade radiológica de todo o esqueleto aos raios X. Manifesta-se principalmente nos indivíduos muito idosos e nas mulheres, depois da menopausa, assim como nos casos de imobilização prolongada, certos distúrbios endócrinos e traumatismos.

2. Quais os sintomas e a partir de qual idade aparecem?
É assintomática e de aparecimento insidioso. Geralmente surge após os quarenta anos.

3. Quais as conseqüências?
Como a diminuição da massa óssea acarreta uma fragilidade dos ossos, as conseqüências são as ocorrências de fraturas.

4. Quais são os locais mais acometidos pelas fraturas?
As regiões mais acometidas são: a extremidade distal do antebraço (punho), a coluna vertebral (achatamento dos corpos vertebrais) e o colo do fêmur (quadril).

5. As mulheres estão mais suscetíveis à doença? Por que?
As mulheres são aproximadamente seis vezes mais acometidas pela osteoporose, mas, os homens também podem desenvolvê-la. Durante a menopausa ocorre a diminuição da produção dos hormônios femininos e esta é a razão principal das mulheres serem mais afetadas.

6. Existe a predisposição genética?
Alguns fatores aumentam as chances de desenvolvimento da osteoporose: histórico familiar de osteoporose, mulheres asiáticas e de origem racial branca, não hispânica e menopausa precoce (antes dos 45 anos) terão muito mais chances de desenvolver osteoporose. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) entre os 60 e 70 anos de idade, uma em cada 3 mulheres, com as características acima, apresentarão osteoporose e as demais, osteopenia.

7. A partir de que idade deve ser feita a prevenção dessa doença?
Embora a osteoporose acometa as mulheres após a menopausa é importante salientar que a produção dos hormônios femininos começa a diminuir, de maneira gradual, bem antes da última menstruação. Daí a importância de se fazer a prevenção ainda quando jovem. Destaque-se a importância do conhecimento de outros fatores de risco além dos já citados: pessoas de composição corporal magra, doenças crônicas que tenham acometido jovens na segunda década de vida (fase importante para a formação de massa óssea), dietas pobres em cálcio (leite e derivados), alcoolismo, tabagismo, disfunção das glândulas tireóide e paratireóide, doenças renais, hepáticas e pulmonares crônicas, doenças intestinais que causam a má-absorção e uso prolongado de corticosteróides.

8. De que maneira a alimentação pode ajudar na prevenção?
Ingerir alimentos ricos em cálcio, diariamente, em quantidades adequadas. A Fundação Nacional de Osteoporose recomenda o consumo de 1.000 mg/dia de cálcio para mulheres de 18 a 40 anos. De 40 anos até a menopausa, 1.200 mg/dia. Na pós-menopausa, 1.500 mg/dia. Além da alimentação, a exposição ao sol (mesmo que por alguns minutos) entre 7:00 e 10:00 horas ativa a vitamina D, importante estimuladora da absorção do cálcio.

9. Quais alimentos são indicados e quais devem ser evitados?
Os alimentos mais indicados são os ricos em cálcio. Desses a principal fonte é o leite, bem como seus derivados. Um copo de leite integral ou desnatado contém a mesma quantidade de cálcio (248 mg). Uma fatia média de queijo fresco contém 205 mg de cálcio. Os vegetais de folhas verde escuro como couve, mostarda e brócolis, sardinhas, ostras e salmão são boas fontes de cálcio, assim como a soja. Não há restrição alimentar.

10. Existe cura? De que maneira?
A avaliação clínica realizada pelo médico é muito importante para que sejam solicitados os exames necessários para se descobrir a causa da osteoporose e então estabelecer o tratamento adequado. Por exemplo, se houver uma doença de base tipo hipertireoidismo, deve se estabelecer o tratamento para esta doença. Hoje existem medicamentos para o tratamento da osteoporose, que se associam ao cálcio e vitamina D. Quanto mais precoce se fizer o diagnóstico melhor a resposta ao tratamento. O diagnóstico é confirmado por um exame denominado densitometria óssea. Devem ser realizados controles periódicos (pelo menos uma vez ao ano) para acompanhamento e avaliação da doença.

11. Quem pratica atividades físicas regularmente tem menos chances de ter o problema? Por que?
Como o sedentarismo é um dos fatores de risco para a osteoporose, a prática de atividades físicas, regularmente, é muito importante para prevenção da doença. Esta prática deve se iniciar na juventude. Os exercícios físicos são úteis na formação e manutenção de ossos fortes.

12. Pessoas que já têm a doença podem fazer exercícios físicos?
Pessoas que são acometidas pela osteoporose podem e devem praticar exercícios físicos. O médico que está acompanhando o paciente é quem deve informá-lo quais exercícios são apropriados.

13. Quais são os exercícios físicos mais indicados?
De uma maneira geral, e se não houver comprometimentos importantes de órgãos vitais, os pacientes mais jovens podem praticar: natação, ciclismo, corridas e esportes em geral. Aos mais idosos recomenda-se: fazer caminhadas, hidroginástica, Yoga, Tai Chi Chuan, sempre levando em consideração o estado clínico de cada um. Como as fraturas são as conseqüências mais sérias nos casos de osteoporose, as quedas e outros tipos de acidentes devem ser evitados. É válido lembrar que a maioria das quedas acontece em casa e este risco aumenta com a idade. Alguns cuidados para que isto não aconteça são:
- Movimentar-se cuidadosamente principalmente em superfícies escorregadias (banheiros).
- Uso de calçados antiderrapantes evitando chinelos e andar de meias.
- Evitar tapetes, passadeiras.
- Cuidados quando estiver utilizando medicamentos que podem provocar tonturas ou sonolência.
- Utilizar óculos ou lentes ajustados à necessidade.
- Evitar subir em cadeiras ou bancos inseguros.
- Utilizar corrimão nas escadas e barras de apoio no boxe do banheiro.
- Manter iluminação no trajeto quarto-banheiro à noite.

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