Psicoterapia em transtornos músculo-esqueléticos
Psicóloga Silvia Castelli Prass

A psicologia e, mais especificamente, a psicoterapia clínica contribui com as outras ciências e áreas da saúde na busca da integração do homem, aqui incluídos o corpo e a mente, e do estar e sentir-se bem na vida e no ambiente.

1. O trinômio estresse + tensão + dor
Na estressante agitação da vida atual, o ser humano vive sob constante pressão vinda do exterior e, também do nosso interior. Esse estado de freqüente tensão acaba por provocar comprometimento para nossa saúde física, emocional e psicológica. Por conseqüência, na prática diária, encontramos pessoas com sérias queixas de dores musculares, músculos tensos e dolorosos, dor no pescoço, nos ombros, na região lombar ou dorsal; cada vez mais são encontrados pacientes com quadros agudos ou crônicos de tendinites, tenossinovites e fibromialgia. Percebemos que o “humano habita na dor...” e, ao mesmo tempo, quer livrar-se dela. Por outro lado, percebe-se que antes ou depois da dor corporal estão instaladas outras dores, as dores emocionais.

2. A luta titânica no cotidiano
Nossa história de vida seja no âmbito pessoal, familiar, da infância; nossos amores, desamores, perdas, faltas, ausências, rompimentos afetivos, tristezas, alegrias, mágoas, ressentimentos, enfim, todas as experiências pelas quais passamos, deixam suas marcas na nossa alma e também no nosso corpo.
Vivemos constante luta interna, física ou mental de saúde versus doença. A primeira se fortalece constantemente com sentimentos ou sensações boas, que nos fazem bem, prazerosas e gratificantes. Por outro lado, sentimentos ou sensações que de alguma maneira nos agridem, nos fazem mal, nos deixam mal. É possível evitar esses últimos? A resposta é um belo e sonoro não, porque são necessários. O bem e o mal fazem parte da vida, assim como a luz e a sombra, o calor e o frio, a saúde e a doença. É na busca incessante da compreensão e do conhecimento de nossas virtudes e de nossas limitações, de nosso lado doente e de nosso lado sadio que alcançamos o equilíbrio e a cura de nossas dores do corpo e da alma. Essa luta incessante, essa epopéia da busca de curar as dores emocionais e a própria dor física, expressa por tensões musculares crônicas, cervicalgias, lombalgias e outras dores de caráter crônico, pode desembocar em depressão.

3. Depressão: o emocional agredido
A depressão, considerada por muitos como a doença do século, acomete a todos, indistintamente: jovens e velhos, ricos e pobres, cultos e incultos. Perfis totalmente diferentes acabam sendo “contaminados” por esse mal. Essa “contaminação” pode vir de fora, ou seja, pode ser causada por situações ditas externas, tais como doenças em parentes, desemprego, separações e perdas; ou as internas, tais como distúrbios hormonais, predisposição pessoal, etc. Seja com for, os sintomas são muito parecidos: desânimo, falta de energia, vontade de permanecer deitado, freqüentemente acompanhados de tristeza, angústia, insônia e sensação de aperto no peito. Esses pacientes tendem, muitas vezes, a reagir de maneira desproporcionada a essas agressões, piorando o quadro e como que fechando um ciclo em que não vislumbra “luz no fim do túnel”. Outros sintomas podem aparecer, complicando a vida da pessoa, tais como confusão, esquecimento e falta de concentração. As assim chamadas funções cognitivas podem estar tão alteradas que levam a pessoa à incapacidade de realizar atividades usuais do cotidiano normal de qualquer pessoa.

4. A importância da psicoterapia no tratamento
Como qualquer outra doença, a pessoa com depressão precisa de ajuda médica, através de correta e necessária medicação. Associada à medicação e orientação por parte do médico, levando-se em conta a associação freqüente de patologias basicamente ortopédicas, podem se fazer necessários o concurso de tratamento fisioterápico, por meios físicos ou exercícios específicos, melhora da postura ou técnicas de relaxamento, acupuntura, etc.
No entanto, em uma grande porcentagem de casos, a medicação adequada e todo o tratamento paralelo e associado, acabam não sendo suficientes. É aí que entra a ajuda psicológica (psicoterápica). Essa ajuda vai ao encontro de fazer o paciente se conscientizar de que precisa de ajuda, de apoio e orientação; de fazê-lo reconhecer o espaço em que vive, de fazê-lo compartilhar, compreender, aceitar e, muitas vezes, saber conviver com a dor. A pessoa com quadro de depressão necessita de um espaço terapêutico para falar de sua dor, de seus sintomas; também para repassar sua história, resgatar sentimentos; enfim para aliviar seu fardo e conseguir vislumbrar a “luz no fim do túnel”.
O homem deve sempre ser visto como um todo, algo único e indivisível; um todo compreendendo corpo e mente. De nada adianta tratarmos o físico se esquecermos do emocional. É o fato de cuidarmos de ambos que nos permite manter ou recuperar plenamente nossa saúde. Nesse ponto a ajuda do psicólogo é fundamental.

5. Tipos de atendimento psicoterápico disponíveis
- Individual: quando o atendimento é prestado somente ao paciente que busca o trabalho psicoterápico;
- Em grupo: quando se atende um grupo de pessoas apresentando sintomas comuns – grupos de dor, de gestantes, de depressão e também de LER/DORT;
- Verbal: quando o falar para o paciente é sua maior necessidade;
- Corporal: quando o paciente precisa também obter maior conscientização corporal; pode, muitas vezes, estar integrada e associada com a terapia verbal.

Outros serviços prestados pela psicologia:
- Ludoterapia ou psicoterapia infantil.
- Orientação vocacional.
- Seleção e avaliação profissional.
- Treinamento de pessoal nas áreas de Atendimento, Gerencial e Vendas.


Silvia Castelli Prass
Psicóloga com abordagem junguiana (v.junguiano)

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